sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O que gera a violência?




"(...)É comum observarmos nos anúncios publicitários jovens saudáveis e bonitos, sorridentes, sempre se divertindo e mostrando uma vida sem problemas. Os empresários estão de olho na juventude; as campanhas incentivam o imediatismo, a idéia de aproveitar a vida para não se arrepender do que podia ter feito e não fez.(...)" [Texto de www.elnet.com.br]

Normalmente a TV nos mostra um mundo, um padrão que poucas pessoas podem ter. E muitas vezes, não digo sempre, a propaganda, a publicidade se tornam estopim para que muitos jovens se entreguem à violência.
Segundo a filósofa Hannah Arendt, em sua obra Sobre a Violência, toda violência é uma forma de protesto, mesmo que inconscientemente. 
Então, quando um jovem de 13/14 anos, resolve ir pra rua se armar, pra conseguir aquilo que o mundo mostra e que sua mãe não pode lhe dar, ele está "protestando" o por quê daquela pessoa ter uma coisa que ele não pode, uma vez que a sociedade impõe que ele tenha, para se adequar ao meio social. Impõe sim, já que o que vale hoje em dia, é o tênis de marca que você usa, o celular com milhões de funções inúteis. O que vale é o preço que você pagou! 
Então fica a pergunta, quem é o culpado pela violência no mundo? A mãe que não pode dar o que o filho tanto queria, por falta de condições? Ou a sociedade que impõe um padrão de vida inviável?


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Nossos defensores



"Em termos gerais, a polícia é a atividade de assegurar a segurança das pessoas e bens, sobretudo através da aplicação da lei."

Aqueles que deveriam nos proteger, muitas vezes são aqueles que mais trazem medo.
Garotos são abordados, apenas para averiguação (coisa de rotina); xingamentos, tapas no pé da orelha, desrespeitos e tudo mais...Apenas para averiguação...E isso tudo antes mesmo de saber se os garotos em questão estão com algo ilícito ou se devem algo para "justiça". 
Agora, pare e pense, em uma favela, por que crianças têm medo dos nossos famosos "defensores"? Por que correm, se escondem atrás das mães quando ouvem algo parecido com uma sirene? E por que alguns moradores não colaboram com a polícia?


Ter medo não é ter respeito!


“(...) Aqui não tem pena morte, mas segue o pensamento, o desejo de matar de um Capitão Nascimento que, sem treinamento, se mostra incompetente (...)”



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Surpreenda, faça mais!


Enquanto temos nossa cama quente, nosso cobertor, nossas roupas limpas e nossos calçados confortáveis, alguém dorme na rua, em uma calçada, em cima de um papelão, fazendo daquele pedaço de rua sua morada.
Inúmeras pessoas passam ao lado -praticamente por cima- de outras como essa e fingem  não ver, olham mas não enxergam de verdade. Pra uns é indiferente, alguém jogado na calçada sem uma condição básica que todos precisam para sobreviver de forma digna. 

E por que fazer alguma coisa pra mudar isso? Já que ninguém faz, por que EU tenho que fazer? Se ninguém se importa, por que EU tenho que me importar?
E por que NÃO fazer? Pra que algo seja feito é necessário o primeiro passo.

Não precisa ser algo material, dizer que se importa, conversar com um morador de rua ao invés de olha-lo dos pés a cabeça com cara de assustado já pode ser considerado esse tal primeiro passo.